Foto: Divulgação/EFE
Cegonha visita namorada ferida todos os anos na Croácia: eis a história de um amor
entre um casal de cegonhas.
Li a
notícia e, confesso, fiquei emocionada.
Diz o artigo que Malena, a
cegonha, foi ferida pelos disparos de um malvado humano, já lá vão 18 anos, o
que a impossibilitou de voltar a voar. Valeu-lhe Stipe Vokic, porteiro de uma
escola primária que cuidou da ave, conseguiu cura-la e fez-lhe um ninho no telhado
da escola. Desde então “A cada primavera, o país se emociona com a
chegada do macho Rodan que volta da África ao país balcânico para encontrar a sua
amada Malena”.

Continua a notícia “O casal de aves oferece este ano, um espectáculo
de alegria, já que em seu ninho, há quatro filhotes recém-nascidos, enquanto os
demais estão por sair de seus ovos, segundo informou a imprensa local. Faz nove
anos que Rodan se apaixonou por Malena, que não pode acompanhar seu amado na
viagem até a África, pois apresenta sequelas do ferimento que a impedem de voar
para a rota migratória que faz as aves de sua espécie todos os anos. Durante o
inverno, Vokic cuida e alimenta Malena, mas todas as primaveras, quando Rodan
regressa, ele mesmo cuida da
companheira. Ele leva comida fresca a ela, arruma o ninho e alimento os
filhotes.
Cuida, do verbo cuidar e que
segundo o dicionário de língua portuguesa Priberam significa v. tr.: 1. Imaginar; supor; pensar; meditar; 2. Ter
cuidado em; tratar de.; v. intr.; 3. Interessar-se
por; trabalhar.; v. pron.; 4. Julgar-se;
ter-se por; tratar-se.
Acrescento que amar é cuidar, pelo menos
foi o que me disseram um dia…
Neste Natal alguns filhos trataram de “cuidar” dos pais: levaram-lhe a
reforma, ou internaram-nos no lar. Alguns humanos trataram de “cuidar” dos seus
animais: abandonaram-nos ou trancaram-nos sozinhos para puderem ir de férias;
alguns casais trataram de “cuidar” do outro: dando-lhe uma sova para que este
passasse a noite internado; (o governo também “cuida” muito bem de nós mas isso
não entra neste post…).
O amor, esse sentimento tão badalado pelos humanos, é um lugar estranho.
Dizem os humanos que o amor é um sentimento que só assiste à nossa raça. Na sua
essência assiste a alguns exemplares da nossa raça, mas a história de Malena e
Rodan, como outras entre as espécies “irracionais”, provam-nos que o amor fora
de nós é, muitas vezes, mais grandioso que o que manifestamos ao nosso
semelhante.
Continua a notícia: “É uma relação terna, da qual se pode fazer um filme de
amor”, comenta Vokic ao jornal Vecernji
list. Em Julho, Rodan ensinará aos seis filhotes a voar e, em meados de
agosto, voarão juntos à África. “A cada ano, me parte o coração quando chega a
hora de partirem. Rodan chama Malena, para que vá com ele, mas ela não pode.
Até hoje, já criaram 35 filhotes”, diz Vikic. Esta primavera, a imprensa croata
publicou a triste notícia de que Rodan não estava de volta e, certamente,
alguma coisa ocorreu na África, mas para a alegria de todos, apareceu de
repente, apesar de mais cansado do que nunca.
Quem não quer um amor assim?
4 comentários:
É com exemplos destes que duvidamos quem reamente merece usar o nome de "animal".
Beijoca!
Linda esta história, Maria! Obrigado pela partilha.
Olá Maria!
Vim até cá alertada pelo CBO e adorei reler esta história de amor, tão linda.
Uma amiga já a havia publicado, há alguns meses atrás, mas o que nos maravilha sempre se recorda com ternura.
Parabéns Maria! Tens um blog lindo!
Beijinhos.
Janita
Adoro histórias de animais! Aliás, adoro animais! Ah! E também adoro a canção Fascination - em todas as versões e esta é muito bela.
Gostei muito de aqui vir. Obrigada por me abrir a porta...
Beijinhos
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